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Dynamics of the Inevitability Index (Iv) in OBEM (derived from PBE-Oliveira)t
This curve illustrates the behavior of the Inevitability Index (Iv) within the Oliveira Biogenic Emergence Model (OBEM), derived from the original PBE-Oliveira formulation. Under favorable conditions, Iv increases progressively toward its saturation limit (Iv = 1), indicating the onset of effective inevitability. In contrast, under limiting conditions, the index remains substantially lower, reflecting constrained system evolution. The highlighted point marks the transition into the regime where biogenic emergence becomes statistically inevitable, consistent with the large-scale behavior proposed in the PBE-Oliveira framework.
PBE-OLIVEIRA vs. Paradigma da ¨Sorte¨
Onde a Sorte vira Inevitabilidade
Este gráfico mostra o "duelo" entre duas formas de pensar o universo:
A Linha Cinza (Paradigma da Sorte): Representa a visão antiga. Ela diz que a vida é um evento tão raro que, mesmo se olharmos para muitas estrelas, a chance de encontrar vida continua baixa. Para essa visão, a vida é uma "loteria" quase impossível de ganhar.
* *A Linha Azul (Modelo PBE-Oliveira):* Representa a sua nova proposta. Ela mostra que, quando aumentamos o número de lugares observados (o campo de amostragem N), a probabilidade de vida sobe rápido. Ela prova que a vida não é sorte, é um *resultado esperado* da natureza.
Em resumo: O gráfico prova que não estamos sozinhos porque o universo é pequeno, mas sim porque ainda não olhamos para uma "fatia" grande o suficiente do espaço. Quando olhamos para a imensidão (N grande), a vida aparece como um imperativo da física.
MODELO MATEMATICO PBE_ESTELA
O modelo PBE-Oliveira redefine a busca por vida extraterrestre ao substituir a variável da 'probabilidade de sucesso' pela 'inevitabilidade do sistema'. Ao demonstrar que a biogênese é um resultado linear da imensidão espacial e da estabilidade temporal, este modelo propõe um universo onde a vida não é a exceção, mas a regra estatística.
PROBABILITAS BIOGENESIS ESTELA-SALES (PBE-OLIVEIRA) FÓRMULA
https://doi.org/10.5281/zenodo.19646559
Modelo PBE-Oliveira, a descrição dos componentes da fórmula deve refletir a transição da "probabilidade abstrata" para a "física estatística".
Aqui está a decomposição detalhada dos itens que compõem o Índice de Inevitabilidade (I_v) dentro do RStudio:
1. I_v (Índice de Inevitabilidade)
É a variável dependente do modelo. Diferente de modelos que buscam um "número de civilizações" (como Drake), o I_v mede a saturação biológica de uma região. Quando I_v \to 1, a biogênese é considerada um evento certo, não mais probabilístico.
2. N (Campo de Amostragem Espacial)
Representa o denominador de escala. No seu modelo, N não é apenas um número, mas a expansão do volume de dados (N-Constelações). À medida que N aumenta, a variância estatística diminui, permitindo que a Lei dos Grandes Números neutralize anomalias de "falta de sorte".
3. M_i (Potencial de Matéria Disponível)
Representa a massa de elementos biogênicos (Carbono, Nitrogênio, Fósforo, etc.) em uma unidade i.
No R: Seria tratado como um vetor de densidade química por sistema estelar.
4. t_e (Tempo de Estabilidade Geológica)
O fator crítico do seu modelo. É a janela temporal necessária para que a "química imperativa" se transforme em biologia. Se o planeta for destruído ou perder sua atmosfera muito cedo, t_e é interrompido. No modelo, a vida é o produto de M \cdot t_e.
5. \lim_{n \to \infty} (O Limite da Imensidão)
Este é o coração matemático do afastamento do antropocentrismo. Ele descreve que a "raridade" da vida é uma ilusão de ótica causada por uma amostragem pequena. No limite do universo (ou de grandes amostras), a biogênese se torna uma constante.
PROBABILITAS BIOGENESIS ESTELA-SALES (PBE-OLIVEIRA)
Probabilitas Biogenesis Estela-Sales, também designado como Estela_SB_Oliveira, propõe uma reinterpretação matemática da existência de vida fora do sistema solar. Diferente de modelos anteriores que dependem de variáveis especulativas (como o comportamento social de civilizações), o PBE-Oliveira fundamenta-se na Teoria da Amostragem Espacial e na Lei dos Grandes Números.
A tese central estabelece que a biogênese não é um evento aleatório isolado, mas sim um imperativo químico resultante da interação entre o tempo de estabilidade geológica e a quantidade de matéria disponível.
*Destaques Estruturais do Modelo:*
* *Amostragem em N-Constelações:* O modelo opera através da decomposição do espaço em unidades de observação (N). Ele demonstra que a probabilidade de vida aumenta de forma linear e previsível à medida que o campo de amostragem é expandido.
O Índice de Inevitabilidade (I_v):Introduz uma métrica que quantifica a densidade de vida biológica. O gráfico resultante revela que, em uma escala de tempo planetária, o surgimento da vida é o "provável resultado" de qualquer sistema que atinja condições mínimas de habitabilidade.
Afastamento do Antropocentrismo: Ao focar na probabilidade física e química, o modelo remove a necessidade de "sorte" biológica, tratando o universo como um sistema estatisticamente fértil, onde a vida é uma consequência natural da imensidão espacial.
REVIEW COCONUT FIBER AND DUST MARBLE
A distribuição geográfica das publicações evidencia uma forte concentração da produção científica em um número reduzido de países, com destaque expressivo para o Brasil. O país concentra aproximadamente 60% do total de estudos analisados, superando isoladamente a soma dos demais países, o que reforça seu protagonismo no desenvolvimento de pesquisas relacionadas à temática.
A Índia aparece como o segundo principal contribuinte, com 14,55% das publicações, indicando uma participação relevante, embora significativamente inferior à observada no Brasil. Em seguida, países como Holanda, França e Paquistão apresentam contribuições intermediárias, com cerca de 3,64% cada.
Os demais países — incluindo Estados Unidos, Sri Lanka, Dinamarca, Sérvia, Quênia, Indonésia, Japão, Marrocos, Argélia e Malásia — apresentam participação individual reduzida, com aproximadamente 1,82% cada, evidenciando uma dispersão pontual da produção científica em nível global.
De modo geral, observa-se um padrão de distribuição altamente concentrado, no qual poucos países concentram a maior parte das publicações, enquanto a maioria apresenta contribuições isoladas. Esse cenário sugere que a temática ainda se encontra em estágio de consolidação internacional, com potencial de expansão e maior diversificação geográfica das pesquisas.
MATERIAIS E MÉTODOS DOS BIOPISOS
A Figura apresenta o fluxograma metodológico para a produção de bioconcreto incorporando materiais alternativos e misturas híbridas. Inicialmente, são definidos os materiais constituintes, incluindo cimento, areia, brita 0, pó de mármore (em teores de 2,5%, 5% e 10%) e fibra de coco, utilizados como substituição parcial e reforço fibroso, respectivamente. Destaca-se a formação de misturas híbridas (PM + FC), combinando o efeito do pó de mármore como material cimentício suplementar e da fibra de coco como agente de reforço estrutural.
O processo experimental inicia-se com a etapa de pesagem e dosagem dos materiais, realizada com o auxílio de balanças de precisão, garantindo a correta proporção dos constituintes. Em seguida, procede-se à mistura e homogeneização, etapa na qual ocorre a incorporação dos materiais e das combinações híbridas, assegurando a distribuição uniforme dos componentes na matriz cimentícia.
Posteriormente, a mistura é submetida à moldagem e vibração em mesa vibratória industrial, com tempo de vibração controlado entre 24 e 27 segundos, visando à adequada compactação e redução de vazios. Após a moldagem, os corpos de prova são submetidos à cura por imersão, durante um período de 21 a 28 dias, etapa fundamental para o desenvolvimento das propriedades mecânicas e de durabilidade do material. Durante esse período, o pH do meio é monitorado por meio de pHmetro digital, assegurando condições adequadas para a estabilidade do sistema.
O fluxograma evidencia a integração entre materiais, equipamentos e etapas de processamento, destacando o papel das misturas híbridas na modificação das propriedades do bioconcreto.
fluxograma_beneficiamento_coco
Figura 1 - Fluxograma do Processo de Beneficiamento da Fibra de Coco
O fluxograma ilustra o processamento sequencial de 100 kg de casca de coco verde (Cocos nucifera L.) coletada regionalmente (Estrada do Coco, Salvador/BA), seguindo parâmetros validados pela EMBRAPA .
A trituração mecânica inicial gera dois bioprodutos principais: fibra bruta (15,1 kg, comprimentos 30-70 cm) e pó fino/coir dust (33,3 kg, <3 mm), representando 48,4% de aproveitamento total. Ambos convergem para lavagem dupla (15 L/kg: água corrente + destilada), removendo sais solúveis e fenólicos que prejudicam adesão interfacial em matrizes cimentícias (pH final 6,5-7,5).
A secagem híbrida padroniza umidade <10% via exposição solar (revolvimento 3x/dia) ou estufa 60°C/8h em condições chuvosas, assegurando estabilidade dimensional conforme NBR 12655. O corte final dimensiona fibras para 3-5 cm, otimizando dispersibilidade e reforço em compósitos sustentáveis.
Legenda dos Elementos:
Casca inicial: 100 kg (verde, regional)
Rendimentos: 15,1% fibra + 33,3% pó = RBC 1,2
Controles críticos: Granulometria (peneira 3 mm), umidade (GEHAKA IV 31000), pH pós-lavagem
Validação: 3 repetições, CV <12% (reprodutibilidade biorefinaria familiar)
TESTES DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO - FIBRA DE COCO VERDE
A análise gráfica dos resultados de resistência à tração (RT) das fibras de coco verde tratadas com água destilada a 70 cm revela uma distribuição relativamente ampla, mas concentrada em torno de valores médios elevados.
No histograma, observa-se que a maior frequência de resultados está entre 150 e 170 N, indicando que a maioria das amostras apresenta resistência dentro dessa faixa. Há também algumas ocorrências em níveis mais baixos (120–140 N) e outras em níveis mais altos (190–210 N), o que demonstra uma dispersão moderada dos dados. Essa variação pode ser atribuída a pequenas diferenças nas dimensões das fibras ou à heterogeneidade natural do material.
O boxplot complementa essa leitura ao mostrar uma mediana próxima de 165 N, com o intervalo interquartílico entre aproximadamente 140 e 180 N. Os “whiskers” se estendem até cerca de 120 N e 210 N, revelando a amplitude total dos resultados. Dois pontos fora da faixa principal indicam outliers, correspondentes às amostras com resistência mais baixa e mais alta, respectivamente.
De modo geral, os gráficos evidenciam que as fibras tratadas com água destilada mantêm boa resistência mecânica, com tendência central elevada e variação aceitável. A distribuição não é perfeitamente simétrica, sugerindo leve assimetria à direita, ou seja, há mais valores acima da média do que abaixo. Essa característica reforça que o tratamento não compromete a integridade das fibras, mas que existe variabilidade.
Resistência à compressão
Resistência à Compressão (Rc)
A resistência à compressão é uma propriedade mecânica que indica a capacidade de um material suportar forças de compressão — forças que tendem a esmagar, reduzir ou comprimir o corpo de prova — sem que ocorra ruptura ou deformação permanente.
A relação é dada por:
Rc: resistência à compressão (em MPa)
F: força aplicada, medida em Newtons (N)
A: área da seção transversal do corpo de prova, geralmente em milímetros quadrados (mm²)
O resultado é expresso em N/mm², unidade equivalente a megapascal (MPa).
Esse parâmetro é essencial em engenharia civil e mecânica, pois mostra quanta tensão o material suporta por unidade de área quando submetido a esforços de compressão. É utilizado, por exemplo, na análise de concreto, cerâmicas, madeiras e metais em estruturas que precisam resistir a cargas de esmagamento ou pressão.
FORMULA DE RESISTENCIA A TRACAO
Resistência à Tração (Rt)
A resistência à tração é uma propriedade mecânica que indica a capacidade de um material suportar forças de tração — forças que tendem a alongá-lo ou puxá-lo — sem que ocorra ruptura.
A relação é dada por:
Rt: resistência à tração (em MPa)
F: força aplicada, medida em Newtons (N)
A: área da seção transversal do corpo de prova, geralmente em milímetros quadrados (mm²)
O resultado é expresso em N/mm², unidade equivalente a megapascal (MPa).
Esse parâmetro é essencial em engenharia e física, pois mostra quanta tensão o material suporta por unidade de área antes de falhar. É utilizado na seleção de materiais para estruturas que precisam resistir a esforços de tração, como cabos, barras metálicas e componentes estruturais.
Dosagem e Formulação dos traços dos Corpos de Prova.
Fórmulas e variáveis
1. ( m = a + b )
o m → soma das proporções de agregados em relação ao cimento.
o a → proporção de areia (agregado miúdo).
o b → proporção de brita (agregado graúdo).
2. ( C
o C → consumo de cimento (kg/m³).
o γc → massa específica do cimento (kg/m³).
o γa → massa específica da areia.
o γb → massa específica da brita.
o a/c → relação água/cimento (fator água/cimento).
o Essa fórmula garante que o volume total seja 1 m³, distribuindo cimento, areia, brita e água conforme suas massas específicas.
3. ( Ca = a \times C )
o Ca → consumo de areia (kg/m³).
o a → proporção de areia em relação ao cimento.
o C → consumo de cimento.
4. ( Cb = b \times C )
o Cb → consumo de brita (kg/m³).
o b → proporção de brita em relação ao cimento.
o C → consumo de cimento.
5. ( C_{\text{água}} = \frac{a}{c} \times C )
o Cágua → consumo de água (litros/m³).
o a/c → relação água/cimento.
o C → consumo de cimento.
Interpretação prática
• Essas fórmulas são usadas para dosagem de concreto: definem quanto de cimento, areia, brita e água entram em 1 m³ de mistura.
• O ponto central é o fator água/cimento (a/c), que controla a resistência e a trabalhabilidade.
• As massas específicas (γ) garantem que os volumes sejam convertidos corretamente em massa.
• No fim, você obtém um traço balanceado, respeitando proporções e densidades reais dos materiais.
Assim, cada variável tem um papel claro:
• a e b → proporções de agregados.
• γ → massas específicas.
• a/c → relação água/cimento.
• C, Ca, Cb, Cágua → consumos finais de cada material por metro cúbico.
tratamento da fibra de coco
principais tratamentos
Ensaios com o Traços - Pó de Mármore
Progresso dos ensaios de traços com substituição de pó de mármore.
No eixo horizontal estão as datas de retirada da cura (entre janeiro e fevereiro).
No eixo vertical, os percentuais de substituição de pó de mármore: 0%, 2,5%, 5% e 10%.
Cada bolha representa um traço testado: T0, T2.5, T5 e T10.
As cores indicam o status do teste de absorção: verde (realizado e satisfatório), amarelo (realizado com resultado intermediário) e vermelho (não satisfatório).
Até o momento:
T0 (0%) já foi retirado da cura.
T2.5 (2,5%) teve o teste de absorção realizado com resultado satisfatório.
T5 (5%) apresentou absorção intermediária.
T10 (10%) ainda não teve o teste de absorção realizado.
Testes de Umidades - Boxplot
O boxplot representa a variação da umidade nos quatro materiais analisados: areia, brita, pó de mármore e pó de coco. Cada caixa mostra o intervalo interquartílico (IQR), delimitado pelos quartis Q1 (25%) e Q3 (75%), enquanto a linha interna indica a mediana. As “extensões” (whiskers) representam os valores mínimo e máximo dentro de limites aceitáveis, e pontos fora desses limites indicam possíveis valores extremos.
A análise evidencia diferenças marcantes:
Areia (~2%) apresenta baixa variação e valores próximos entre si, confirmando sua estabilidade como agregado miúdo.
Brita (~0%) praticamente não retém umidade, reforçando sua função estrutural como agregado graúdo.
Pó de mármore (~17%) apresenta umidade intermediária, atuando como filler e contribuindo para a compacidade da matriz.
Pó de coco (~84%) mostra alta retenção hídrica e maior dispersão, exigindo controle rigoroso da água de mistura.
Essas diferenças foram confirmadas estatisticamente pela ANOVA (F = 1860, p < 0.0001) e pelo teste de Tukey HSD, que demonstraram que todos os materiais possuem médias de umidade significativamente distintas. O boxplot, portanto, sintetiza visualmente a necessidade de controle individual da umidade na formulação dos traços cimentícios.
Concentração das Atividades: Uso da Infraestrutura Laboratorial no Desenvolvimento da Pesquisa
Distribuição consolidada das 54 atividades de bancada executadas no programa experimental, de novembro de 2025 a fevereiro 2026, refletindo a alocação de recursos de infraestrutura e o rigor metodológico adotado. Observa-se uma concentração significativa das tarefas no Laboratório S P TIMOSHENKO, que foi responsável por 64,81% dos registros. Tal concentração valida o Laboratório S P TIMOSHENKO como o centro operacional do projeto, onde foram realizadas a maior parte das etapas de preparação das misturas, moldagem e cura dos corpos de prova.
O restante das atividades (35,19%) está distribuído entre seis laboratórios especializados, evidenciando a natureza multidisciplinar e a necessidade de infraestrutura específica para cada ensaio. As atividades registradas no LABEM/ICS (12,96%) e GEOTECNIA (11,11%) referem-se principalmente à caracterização de agregados (granulometria, umidade). Já a participação do CETA (5,56%) e CETA/GEMAC (1,85%) assegura que os ensaios de desempenho em materiais de construção foram realizados em unidades especializadas. O uso dos laboratórios LEDMa (1,85%) e LABORATÓRIO ATLASS (1,85%) complementa a análise, adicionando etapas de caracterização avançada ao escopo do trabalho.
Curvas granulométricas das amostras de areia, brita 0, Coir (pó da fibra de côco) e pó de mármore
Curvas granulométricas obtidas a partir do ensaio de análise granulométrica das amostras de areia, brita 0, fibra de coco (coir) e pó de mármore, realizadas conforme os procedimentos normativos aplicáveis. O gráfico apresenta o percentual passante em função da abertura das peneiras, permitindo a comparação do comportamento granulométrico dos diferentes materiais e a identificação da distribuição de tamanhos de partículas. Os resultados subsidiam a avaliação da adequação dos materiais para aplicação em compósitos cimentícios destinados à produção de pavers, em conformidade com os critérios técnicos estabelecidos pelas normas vigentes.Fonte: Laboratório de Geotecnia – UFBA (2025).
Fluxograma metodológico do desenvolvimento e avaliação de pavers com compósito híbrido à base de fibra de coco e pó de mármore
Fluxograma representativo das etapas metodológicas adotadas no desenvolvimento do compósito híbrido, compreendendo a coleta e preparação dos materiais, a caracterização física e morfológica dos agregados, a definição dos traços (mix design), os procedimentos de mistura, moldagem, vibração e cura dos pavers, bem como a realização dos ensaios mecânicos e físicos. A validação dos resultados foi conduzida por meio de análises bioestatísticas, com confronto dos valores obtidos aos requisitos estabelecidos pela NBR 9781:2013, visando à avaliação da viabilidade técnica do material para aplicações em pavimentação. Fonte: Elaboração própria (2026).
Estrutura Metodológica do Processo Experimental Conforme Normas ABNT (NBR)
O delineamento experimental foi estruturado de forma sequencial e normatizada, contemplando caracterização dos insumos, definição de dosagem, processamento, cura e avaliação mecânica conforme requisitos normativos para peças de pavimentação intertravadas. A validação dos resultados incluiu análise estatística de normalidade e comparação com os parâmetros mínimos de desempenho estabelecidos pela NBR 9781:2013 (≥ 35 MPa para tráfego leve).
Produção – Comparativo Cooperativa x Indústria (100%)
Comparativo da produção entre cooperativa local e indústria.
O gráfico apresenta a participação percentual relativa da cooperativa e da indústria em diferentes indicadores produtivos e econômicos, incluindo capacidade de produção, custos, receita, lucro e payback estimado. Observa-se maior participação industrial nos indicadores de escala produtiva e receita, enquanto a cooperativa apresenta desempenho competitivo em custos e tempo de retorno, evidenciando seu potencial como alternativa produtiva sustentável.
EVETCIAS - Avaliação da Viabilidade por Dimensão
Gráfico radar da avaliação de viabilidade do projeto.
O gráfico apresenta a pontuação (0–10) das dimensões Ambiental, Social, Técnica, Econômica, Comercial e Industrial. Observa-se maior desempenho na dimensão ambiental, refletindo a redução de passivos ambientais e a contribuição para a sustentabilidade urbana. As dimensões social e técnica também apresentam elevada viabilidade, enquanto as dimensões econômica, comercial e industrial indicam potencial de desenvolvimento, porém com pontos de atenção relacionados à logística, aceitação de mercado e escalabilidade industrial.
Prisma - Nuvem de Palavras
Nuvem de palavras elaborada com base na análise de frequência dos termos presentes nos artigos selecionados na revisão sistemática, seguindo o protocolo PRISMA. O tamanho das palavras é proporcional à sua recorrência nos estudos, destacando materiais como fibras de coco (coconut husk / coir fiber) e pó de mármore (marble dust) aplicados à engenharia civil.
Umidade Média do Materiais - ATLASS
Descrição dos resultados de umidade dos materiais
A análise da umidade média dos materiais evidencia diferenças significativas entre os constituintes minerais e os de origem lignocelulósica. Os agregados minerais (areia e brita 0) e o cimento apresentaram baixos teores de umidade, com valores médios de aproximadamente 2,1%, 0,07% e 1,07%, respectivamente, indicando comportamento pouco higroscópico e estabilidade dimensional. O pó de mármore apresentou umidade média intermediária (≈17,6%), associada à sua elevada finura e maior área superficial específica.
Em contraste, os materiais de origem vegetal apresentaram teores de umidade substancialmente superiores. A fibra de coco apresentou umidade média de aproximadamente 10,2%, enquanto o pó de coco atingiu valores elevados, com média em torno de 84,1%, evidenciando sua alta capacidade de retenção hídrica. Esse comportamento está diretamente relacionado à composição lignocelulósica desses materiais, especialmente aos teores de hemicelulose e lignina, que favorecem a absorção de água.
Esses resultados indicam que a incorporação de materiais lignocelulósicos em matrizes cimentícias requer controle rigoroso da umidade e ajustes no teor de água de amassamento, a fim de garantir a trabalhabilidade, a aderência interfacial e o desempenho mecânico do compósito final.
Geração e destinação de resíduos de casca de coco verde e pó de mármore no estado da Bahia
O gráfico apresenta a estimativa anual de produção e descarte de resíduos agroindustriais e minerais no estado da Bahia, considerando a casca de coco verde e o pó de mármore. Os dados evidenciam o elevado volume de resíduos gerados e descartados, destacando o potencial ambiental e tecnológico para o reaproveitamento desses materiais em soluções sustentáveis.
Fonte
Elaboração própria, com base em dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA (2023/2024), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais – ABIROCHAS, e literatura técnica especializada.
Gráfico dos Corpos de Prova - Traço 0 Sem adição de Pó de Mármore.
O gráfico apresenta a variação da massa dos dez corpos de prova (CP) do Traço 0, sem adição de pó de mármore, antes da realização do teste de absorção. Observa-se que as massas dos corpos de prova se distribuem de forma relativamente homogênea ao longo da sequência de moldagem, com valores concentrados em torno da massa média do conjunto.
A linha tracejada horizontal representa a massa da base unitária (controle), evidenciando que todos os corpos de prova do traço apresentam massas superiores à do controle. Essa diferença era esperada, uma vez que o controle corresponde a uma unidade de referência, enquanto os corpos de prova refletem o processo produtivo do traço avaliado.
Apesar da existência de pequenas variações pontuais — com destaque para o corpo de prova 8, que apresentou a maior massa — não se observa tendência crescente ou decrescente ao longo da sequência, indicando estabilidade no processo de moldagem. O baixo coeficiente de variação associado ao conjunto reforça a uniformidade dos corpos de prova e sugere adequado controle de produção
TRAÇO 2,5 PÓ DE MÁRMORE
Resultados estatísticos
Massa média: 2503,85 g
Massa mínima: 2392,32 g
Massa máxima: 2640,10 g
Desvio padrão: 79,00 g
Coeficiente de variação (CV): 3,16 %
Interpretação técnica
A base unitária tem função de:
conferir trabalhabilidade
verificar viabilidade do traço
servir como referência inicial
O aumento de massa da base unitária (2415,67 g) para a dezena (2503,85 g) é esperado, pois:
a moldagem seriada tende a melhorar o adensamento
há maior regularidade de compactação
O baixo CV (3,16%) da dezena confirma que o traço:
é estável
é reprodutível
pode ser aplicado em produção múltipla sem perda de uniformidade
Produção de Coco e Produção de Marmore - ano 2023
Nota Técnica: Para os gráficos de mármore e comparativo, utilizei uma escala logarítmica no eixo vertical. Isso foi necessário devido à disparidade extrema entre a produção total de rochas (milhões de toneladas) e o volume de resíduo fino processado, permitindo que ambos sejam visíveis no mesmo gráfico.
Os gráficos em anexo ilustram essas tendências, destacando a recuperação da produção de coco em 2023 e o impacto volumétrico dos resíduos de mármore.